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Isenção de visto para estrangeiros até as Olimpíadas deve beneficiar Foz do Iguaçu



Foto: Rodrigo Matjie


A isenção de visto para os turistas estrangeiros que visitarem o Brasil até setembro de 2016, aprovada pela Câmara dos Deputados, deve beneficiar diretamente Foz do Iguaçu. Os turistas dos Estados Unidos, país do qual se exige o visto, estão em 4º lugar em número de visitantes nas Cataratas dos Estados Unidos, atrás apenas de brasileiros, argentinos e paraguaios.

Com a aprovação na Câmara, esta semana, o projeto dos deputados Alex Manente (PPS-SP) e Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB-PE) segue agora para votação no Senado. A isenção de vistos é uma das bandeiras do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, que acredita num impacto positivo para o Brasil, já que atrairá mais turistas, numa fase em que o país tem outro atrativo para os visitantes – o câmbio favorável.

Nas Cataratas

Embora o número de visitantes nas Cataratas do Iguaçu tenha aumentado nos primeiros nove meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, o número de turistas dos Estados Unidos teve uma ligeira queda. Enquanto o total de visitantes foi de 1.188.569, de janeiro a setembro, 69.358 a mais do que os 1.099.482 do mesmo período de 2014, o número de turistas americanos diminuiu de 24.103 para 23.888, em 2015.

A diferença, de apenas 215 visitantes, não vai alterar, no entanto, a posição dos Estados Unidos como o quarto maior emissor de turistas a Foz do Iguaçu. No ano passado, foram 32.728 americanos.

Crescimento

Na lista dos 12 países com mais visitantes, verifica-se que o número de nove deles aumentou, este ano, e o de três diminuiu, sempre na comparação com os primeiros nove meses de 2014. Brasil, Argentina, Paraguai, França, Alemanha, Japão, Peru, Itália e Uruguai registraram aumento, enquanto houve queda no número de visitantes dos Estados Unidos, Espanha e Chile.

Em nove meses, o número de argentinos no Parque Nacional do Iguaçu (233.187) já é superior ao de 2014 inteiro (211.239). Aliás, nas ruas de Foz do Iguaçu chama a atenção a maior presença de carros com placa argentina, bem como no comércio da cidade. Os argentinos também já se preparam para repetir o fenômeno de uma década atrás, quando “invadiam” as praias de Santa Catarina no verão.

Embora relativamente menor, também se destaca o crescimento dos visitantes japoneses. Foram 24.233 de janeiro a setembro deste ano, ante 17.313 no mesmo período de 2014. Uma diferença de 6.920, a qual garantiu que, nesses nove meses, o número de turistas japoneses superasse o total registrado em todo o ano passado: 21.652.

No ranking dos 12 maiores emissores de visitantes, aparecem como novidades a Itália (10.480) e o Uruguai. Já o Chile (12.061) e a Austrália (10.238) saíram da lista. A Austrália caiu da 10ª para a 13ª posição e o Chile da 11ª para a 16ª.

Por regiões

Os países vizinhos, somados, representam a região que mais envia turistas às Cataratas do Iguaçu. Foram 303.609 de janeiro a setembro deste ano, com a Argentina liderando com ampla folga.

A Europa (não só a da zona do euro) é o segundo maior emissor, com 116.918 turistas de janeiro a setembro. Atrás dos Estados Unidos entre os maiores visitantes, da França vieram, até setembro, 23.344 turistas. A seguir vem a Alemanha, com 20.822, e a Inglaterra, com 15.663.

Da Ásia, vieram 38.499 (do Japão, 14.233, e da China, 10.027); e da América do Norte, 34.162, dos quais a maior parte procedente dos Estados Unidos (do México vieram 6.205 e do Canadá, 4.069).

O visto


Entre os países que exigem o visto dos visitantes brasileiros (e o Brasil, por sua vez, também exige o visto dos turistas procedentes desses países, no que se chama de reciprocidade), os principais emissores para Foz do Iguaçu são, depois dos Estados Unidos, o Japão, a Austrália (10.238 turistas visitaram as Cataratas este ano), a China e o Canadá.

Alguns destes países são potências no esporte, o que também contribuirá para que visitem o Brasil, durante as Olimpíadas. O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, disse que é preciso “aproveitar a valorização do dólar”. Ele lembrou que, durante a Copa do Mundo, foi feita uma experiência com isenção de visto, mas restrita aos viajantes com ingressos para o mundial, e o resultado foi positivo. “Tivemos um incremento de mais de 60% nos gastos dos turistas no período”, avaliou.

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